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A saída é pelo cooperativismo


As primeiras cooperativas como as conhecemos surgiram na Inglaterra no século XIV. Foto: Reprodução Web


A versão mais conhecida da origem do cooperativismo data de 1844 – uma experiência realizada por 27 tecelões e uma tecelã no bairro de Rochdale-Manchester, na Inglaterra. O grupo se organizou no formato do cooperativismo para se defender dos efeitos das traiçoeiras práticas do capitalismo.

No entanto, quase meio século antes, em Lanark, na Escócia, Robert Owen, preocupado com as questões sociais e a educação e bem-estar de seus filhos, empreendeu, a partir de 1799, um modelo de negócio mais humanizado, do ponto de vista de condições de trabalho, reduzindo a carga horária e elevando os salários dos trabalhadores.

Ao longo dos tempos, se localizam experiências com as mesmas fórmulas outrora utilizadas pelos corajosos empreendedores sociais: a implantação de um modelo econômico-social, democrático e solidário, assim como também a perseguição constante da justiça social.

A existência de cooperativas atuais, como em suas origens, não tem dono, elas nasceram de uma forma solidária, onde se tem o objetivo de se ter um mundo melhor, mais humano e sem desigualdades.

Assim nasceram também as cooperativas financeiras. A Cresol, por exemplo, é resultado da união de pequenos agricultores de Francisco Beltrão no Paraná (1995), onde estes se uniram para obtenção de renda e serem incluídos no sistema financeiro, com voz ativa e participação dos resultados no final do período.

As estatísticas mostram que, as cooperativas de crédito no Brasil, juntas, reuniram mais de 13,9 milhões de cooperados, gerando mais de 89 mil empregos diretos (dados de 2021), aumentando exponencialmente a qualidade de vida e de desenvolvimento das comunidades onde atuam, comprovando seu 7° princípio, o interesse pela comunidade.

Diante deste breve relato, concluo que o cooperativismo persevera um mundo melhor, mais humano, sem desigualdades e democrático, este já está há muito tempo na engrenagem do mercado, sem a voracidade do lucro, confrontando o atual e perverso modelo capitalista.


Marcelo Couto cursou MBA em Cooperativismo, Liderança e Integridade Corporativa (concluindo); cooperado e Gerente PJ na CRESOL Gerações Porto Alegre RS - Carteira de Sindicatos, Associações, Federações e Cooperativas.


Publicado anteriormente no Jornal Extra Classe


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