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Maria Josefa: a primeira jornalista brasileira



Nascida em Viamão, deixada recém-nascida pela mãe na porta de um casal sem filhos que a adotou. Bem cuidada e educada, teve acesso ao letramento e aos poucos livros existentes.

Casou-se cedo em Rio Pardo onde a família foi morar.

O marido era um militar raso, comparado com ela, era tosco, mal letrado e de poucas luzes.

Teve dois filhos.

Mudou-se a Porto Alegre com marido. Ele sem trabalho, depois vira guarda de cadeia, some deixando-a com duas crianças.

Primeiro, perde a filha, com 10 anos, e depois, o filho.

Ativa, ousada, escreve poemas. É imperialista e veementemente contra os farrapos, faz poema em que desanca Bento Gonçalves.

Segundo, o professor Guilhermino César como poeta é medíocre. Não temos como analisar, pois mesmo fazendo seus dois jornais, não temos poemas seus.

ROBERTO ROSSI JUNG em seu "A gaúcha Maria Josefa, primeira jornalista brasileira”, da Martins Livreiro, de 2004, apresenta-nos o tempo histórico, cultural e político do final do século XVIII quando Maria Josefa nasceu até a guerra dos farrapos, quando ela morre em 1837.

Temos nas páginas de Roberto Rossi Jung um quadro nítido de como era atrasado nosso país, em especial nosso Rio Grande do Sul, mas mesmo assim aqui nascem dois jornais pelo idealismo e ousadia de uma mulher, tornando-se inequivocamente a primeira jornalista brasileira.

Dela ninguém tira esta primazia, pois temos aqui com Riberto Rossi Jung as provas. Um livro para ser lido, para termos uma ideia de quem foi esta valorosa mulher, sem medo de enfrentar o atraso de seu tempo, de empreender num espaço machista, onde só homens agiam. Além disso, com Rossi Jung se aprende muito de nossos primórdios locais.

Em nossa luta contra o Esquecimento, estamos dando aos nossos leitores mais um capítulo pela Memória.


Adeli Sell é professor, escritor e bacharel em Direito

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