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“UBER FILES” – FALCATRUAS DA “ECONOMIA COMPARTILHADA”


REUTERS - ANDREW KELLY


Opa, o que houve se aqui o silêncio foi total na mídia? Aconteceu, vai acontecer mais ainda.

Mais de 124 mil documentos foram vazados por um ex-executivo da UBER. Em 40 países, a UBER não fez apenas lobby, que pode ser um meio lícito de agir, aqui, a imprensa inglesa chamou de “praticas ilícitas” que em português é “falcatrua”.

E vamos parar de nos enganar com esta tal de “Economia Compartilhada”. A economia é deles, dos aplicativos, das marcas, dos sistemas, pois os outros, o povo, os trabalhadores são os carregados de sacos.

Nesta economia “compartilhada”, só um lado ganha. Falando dos aplicativos, é isto o que acontece. Nos sistemas de busca, Google, como no Facebook, etc., é bem pior, nada ganhamos, só trabalhamos para eles.

Esta economia deles é pirata, é roubalheira segundo outros, e a certeza é de que só alguns ganham, ganham muito, muitos perdem sempre.

Além desta “economia compartilhada” sem os lucros, quando apenas poucos ganham, temos este Capitalismo de Vigilância, no qual eles sabem tudo, sabendo mais da gente do que nós sabemos de nós mesmos, pois os algoritmos medem o que nosso coração e mente não conseguem medir.

Viramos servos, quase escravos.

Mas o que fazer?

Para voltarmos a ter um pouco de “bem estar social” neste novo modelo de capital, o “parceiro” tem que ganhar o mínimo existencial para começar a “compartilhar” o trabalho com estes novos capitalistas, os tycoons da economia, estes magnatas das tecnologias e da exploração.

O resto é papo para boi dormir.

Por isso, é claro que no Brasil o governo é de um lado omisso, de outro, acaba por fomentar mais e mais esta exploração.

O Parlamento tem se mostrado (quase) inerte. Devemos exigir uma legislação federal ousada, garantista de direitos, da dignidade da pessoa humana.


Adeli Sell é professor, escritor e bacharel em Direito | 51.999335309 – adeli13601@gmail.com

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